Abril à mesa!

25 de Abril, 2019Isabel Lopes

Estávamos no ano de 1974 e a liberdade saiu à rua!

Fui deitar o olho às mesas desse tempo! Quais eram os pratos preferidos dos portugueses em 74, ou melhor, quais eram os que conseguiam ter na mesa?

Viviam-se momentos apertados e a carteira não permitia muitos luxos. O ordenado mínimo nacional era de 3300 escudos, o correspondente a 16,50 euros. Mas um trio de ouro destes tempos estava sempre presente: vinho, pão e azeite. Em dias de festa havia bacalhau e bife do lombo mas no dia a dia a sardinha era o peixe mais popular e na carne era o frango, se possível do campo. Para acompanhar tirava-se tudo da terra: batata, cebola, alho, cenoura, abóbora, milho, feijão…

Quem podia, matava um porco e aproveitava-se tudo do “bicho”: vísceras, cabeça, patas…

Nesta altura, os pratos mais comuns eram mesmo os tradicionais: cozido à portuguesa, feijoada, bacalhau assado, sardinha assada, iscas de fígado, arroz de frango de cabidela e outros mais, dependendo da região. Aos domingos sempre que se podia apostava-se nos assados de carne com a família reunida.

Hoje em dia estes pratos continuam a brilhar em qualquer mesa portuguesa mas alguns foram reinventados. Vale tudo menos defraudar a essência de cada prato típico português!

Todos eles têm alma lusitana!

Um pouco de história…

 “Depois do 25 de Abril de 1974, as classes trabalhadoras portuguesas estiveram algum tempo entre as mais bem alimentadas do mundo, melhor do que na própria Alemanha ou EUA. O aumento dos salários dos trabalhadores, por via das lutas, greves e ocupações de empresa, a reforma agrária, o congelamento das rendas nas cidades e uma economia fortemente nacionalizada, entre outros factores, permitiram uma produção alimentar de qualidade e sobretudo de acesso policlasssista  não era preciso ser rico para se comer bem.” – Raquel Varela

 Viva a liberdade!

isabel lopes

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